Poema- Professor de famosos anônimos e seus sinônimos
Professor de famosos anônimos e seus sinônimos
Na chamada, não é só nome… é história em formação:
Romário, Davi Luiz, Messi… começa a escalação.
Mas não tem juiz, nem torcida em multidão,
é sala de aula mesmo… giz, caderno e atenção.
Romário fala muito, às vezes até enrola,
“O Casagrande calado é um poeta”…
e a sala se inquieta… mas logo se consola.
Davi Luiz é intensidade que não cabe na escola,defende, ataca, organiza… quer mandar na bola,
já se vê técnico, estilo Filipe Luís na beira da escola.
E Messi, quieto, quase passa despercebido,
mas quando aparece… faz o difícil parecer permitido.
— Michael Jordam! — chamei então,— Professor, tá errado… meu nome é Jorda, não!
E ali, mais que correção, veio a revelação:
ele conheceu seu nome… na própria explicação.
Tem Ana Carolina, Paula Fernandes na canção,
Antônio Marcos, raiz firme no chão,
e o tal do Mirosmar — nome de Zezé Di Camargo —
provando que o simples também vira multidão.
Jhon Lenon, do seu jeito, fora do padrão,mostra que até no erro… existe criação.
Moisés abre caminho, João observa a direção,
Arão sustenta a luta, fé no coração,
e os Thiagos… ah, esses são de montão!
Mahaa era “Manhã” — só mudava a entonação,
— Professor, hoje Manhã não veio! — virava até encenação.
E Luar, invertido, revela outra visão:até no nome tem poesia… basta atenção.
No meio disso tudo, brota consciência no chão:
uma Marina Silva na lista, lembrando da preservação.
E eu, professor de História, no meio da missão,
sou também, sem perceber, na lida e na memória:
professor de amores, desamores… e seus autores na história.
No fim, sem discurso ou lição decorada,o que vale mesmo… é dar presença na jornada.
Não importa o nome, famoso ou inventado,
importa ser gente… e não desistir do próprio legado.
Marcos Müzel 10/04/2026)
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